Revitalização Missional

Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer (Jo 17.4).

Ao final de Sua vida, Jesus fez essa oração. Seu Pai o enviara, dentro do tempo e espaço, para que cumprisse objetivos específicos. Ele sabia quais eram esses objetivos e os cumpriu. O trabalho de alcançar o mundo inteiro não foi concluído na sua morte, mas Jesus entendeu que não tinha sido enviado para fazer tudo. Uma grande parte da missão iria ser completada pela Igreja que Ele estava deixando na Terra. Mas, para aquele momento, a tarefa específica que devia desempenhar como Filho e Messias estava concluída.

Muitas vezes, nós mesmos nem sabemos qual é a nossa tarefa como servos do Senhor. Se algo precisa ser feito, então, deve ser nossa responsabilidade fazê-lo! No entanto, Jesus não achava que tudo era Sua responsabilidade. Ele sabia exatamente o que o Pai lhe incumbira de fazer e sabia quando seu trabalho tinha sido concluído.
Com esse exemplo de Jesus, podemos aprender muito para nossas próprias vidas e chamados. Você sabe o que Deus lhe chamou para fazer no Reino, como parte do corpo e especificamente como servo dEle?
Para podermos desempenhar bem nossa função no Reino temos de conhecer bem a nossa missão. É quase impossível conseguir fazer bem aquilo que não se entende. Se a Igreja deve fazer aquilo que Jesus nos deixou para fazer, devemos saber qual é esse trabalho e como ele deve ficar depois de concluído.

Chama-nos atenção também nessa passagem é que o Pai foi glorificado pela obediência do Filho no cumprimento de Sua tarefa. Deus não está olhando só para o passado e presente, mas também, para a linha de chegada. Ele me desafia a, não somente começar bem, mas a terminar bem. Somente então Ele será glorificado na minha vida e por meio do meu trabalho.
Essas duas situações são sérios desafios que devem estar sendo constantemente levados em oração. Você está fazendo aquilo que Deus o chamou para fazer? Você vai conseguir cumprir sua tarefa?
Além da lição pessoal, também podemos fazer essas perguntas como Igreja e Ministério. Qual é o nosso trabalho, enquanto corpo, como Igreja e ministério? Como sabemos se cumprimos o trabalho? Como podemos avaliar e medir a obediência dessa geração como Corpo de Cristo?

Revitalização da Missão pessoal – realizando nossa função de testemunha
Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra (At 1.8).
Precisamos entender corretamente o que é ser uma testemunha de Cristo. De alguma forma, talvez pela ênfase das igrejas nesta direção, associamos o verbo “testemunhar” a “pregar” ou “evangelizar”. Existe uma diferença entre evangelizar e testemunhar.
Evangelizar significa anunciar as boas novas de João 3:16.
Testemunhar significa narrar algo que se presenciou ou algo que aconteceu conosco. O significado original de testemunha é mártir, e isso em face aos riscos que os cristãos corriam diante da perseguição.

Observamos então que qualquer um pode pregar o Evangelho (Fp 1.15), mas só pode testemunhar aquele que foi alcançado por este Evangelho. Mesmo aqueles que pregam sem obedecer, estão evangelizando, contudo só quem obedece pode, de fato, testemunhar.
Por isso entendemos que nem sempre quem evangeliza está testemunhando e que alguns evangelizam com e em testemunho. O testemunho dá mais vida e realidade à evangelização. A evangelização, por sua vez, completa o testemunho, levando a pessoa a experimentar a ação de Cristo em sua própria vida. Razão pela qual o resultado do testemunho dos apóstolos, logo após o pentecostes, levou muitas pessoas a serem evangelizadas. Eles aproveitavam muito bem suas oportunidades que tiveram de testemunhar para proclamar a palavra de Deus.

Por isso, testemunhar não é pregar nem tampouco evangelizar. Quando os líderes religiosos do judaísmo tentaram proibir os apóstolos de falarem de Jesus, a resposta dada por eles mostra que eles entendiam muito bem o significado de ser uma testemunha de Cristo: Pois nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos (At 4:20).
Para eles não se tratava simplesmente de pregar, mas sim de contar tudo o que viram e ouviram. Quem testemunha, é como um cliente satisfeito, e não há método melhor de se “vender” algo do que a divulgação “boca a boca” dos satisfeitos. É isto que uma testemunha faz!
Testemunhar é como acontece em um tribunal, lá não se espera que a testemunha debata o caso. Nem tampouco que ela comprove a verdade; ou insista em determinado veredicto. Esse é o trabalho dos advogados. A testemunha simplesmente conta o que lhe aconteceu ou o que viu, e deixa a conclusão.

Em um tribunal ninguém tem autoridade para testemunhar com base no que outros viram, e sim naquilo que ele próprio viu. Isto é testemunhar. Jesus não considerou seus discípulos aptos a testemunhar somente pelo fato de o terem visto ressuscitado. Isto tinha muito peso, mas não bastava. Se para ser testemunha de Cristo fosse só quem O viu ressuscitado, então a maioria dos crentes jamais poderia cumprir este papel. O apóstolo Pedro declarou: Ora, nós somos testemunhas destes fatos, e bem assim o Espírito Santo, que Deus outorgou aos que lhe obedecem (At 5.32).
Quando Paulo recebeu a comissão de ser uma testemunha de Cristo, foi colocado debaixo do mesmo encargo de falar daquilo que veria e ouviria: Porque terás de ser sua testemunha diante de todos os homens, das coisas que tens visto e ouvido (At 22.15).

Testemunhar é falar do que vimos e ouvimos, por isto, o que mais precisamos é que o Espírito Santo nos leve a provar o poder de Jesus Cristo em nossa vida. Por essas questões, será que temos uma função como testemunhas de Cristo?

Pr Daniel Rincon
O DNA do Grão de Mostarda
O Plano de Deus para um Movimento bem sucedido

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