Sagrado matrimônio, a rocha dos séculos

Mesmo muito antes de Jesus, Deus já havia estabelecido o princípio confirmado nesta passagem. Aquilo que é princípio ético, Jesus convalidou como verdade para o bem de todas as gerações. Aqui está um exemplo:

Como passa a tempestade, assim desaparece o perverso, mas o justo tem perpétuo fundamento.1

Aqui Jesus está falando do princípio da física empregado na construção das casas. Ele fala disso em termos de admoestação àqueles que vão construir suas próprias casas, e em geral, são homens ainda jovens ou de meia idade. Lugares como leito de rios intermitentes são muito agradáveis e convidativos, e muitos desavisados, constroem ali suas casas não sabendo do risco que correm. Vindo o período das chuvas, toda a fascinação se reduz a decepção e ruínas.

Este ensinamento é sobre como devemos edificar nosso casamento e família, pois, todo aquele que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha… que não caiu.

Estes conselhos de Jesus incluem dois aspectos importantes, ouvir e praticar. O senso comum sugere que o sonho de todos é ter casamentos e lares saudáveis e bem sucedidos, contudo o que vemos por toda parte são famílias disfuncionais e devastadas pelas tempestades dos males da nossa cultura.

Por mais grave que seja o dano atual ou iminente do seu casamente e seu lar, tudo pode ser restabelecido e restaurando nos padrões propostos por Deus, o que lhe dará segurança e paz para toda da família.

Dois fatores serão necessários para seu sucesso no lar, a Palavra de Deus e sua efetiva participação no processo. Os casais mais jovens terão a chance de evitarem muitos males e sofrimentos e de serem bem sucedidos e realizados em seu casamento e na formação da família, uma vez equipados com os ensinos aqui apresentados. Com os bons conselhos todos os fundamentos serão estabelecidos e haverá paz e segurança no lar. Oferecemos aqui a oportunidade de um recomeço para o sucesso familiar.

Tempestades de nossa cultura

De que consistem as principais tempestades dos nossos dias? O mundo está em constante turbulência e mudanças, tanto em ideologias, conceitos e práticas. Podemos destacar três áreas que mais afetam as famílias.

A atual condição financeira da nossa sociedade em geral afeta diretamente as famílias ao propiciar mais poder de compra e, assim, criar novos hábitos de consumo e ascensão social o que implica em mudanças de atitudes e costumes. Num passado recente as famílias sofriam pela falta ou pelo baixo poder aquisitivo, hoje elas sofrem em razão do excesso e facilidade de aquisição de bens móveis, imóveis e automóveis. Esta condição, mesmo que há muito esperada, justa e necessária, às vezes cria uma síndrome de poder, o que mal empregado, traz uma série de dificuldades nas relações familiares.

Outra área que ameaça a família hoje, talvez mais do que nunca, é a cultura da erotização. Toda a sociedade está diretamente orientada pela indústria do sexo, e sendo conduzida cada vez mais a para a prática desordenada da intimidade e a erotização infantil é já passou de um a ameaça e chega a ser dano presente em milhares de famílias, segundo dados estatísticos e matérias de noticiários de todos os dias. O índice da gravidez de adolescentes é alarmante.

A terceira ameaça que vem contra a estrutura familiar é o hedonismo moderno, ou seja, a busca pelo prazer e fuga da dor. Hoje não temos mais a mesma garra que demonstravam nossos pais. Eles eram homens e mulheres do sacrifício, da renúncia e da abnegação. Hoje todos então em busca de conveniência e conforto.

Para se obter sucesso, o projeto matrimonial e familiar precisa receber a devida e correta atenção, ser objeto de esforço dos membros da família, muita determinação e a presença da graça maravilhosa de nosso Deus.

Um testemunho pessoal

Nós dois, Neuza e Iran, somos casados há mais de quarenta anos – vinte de Setembro de sessenta e nove. Tivemos nossa primeira filha, Raquel, a quem o Senhor conduziu à sua eterna glória antes mesmo do seu primeiro ano se completar. Em seguida tivemos a Raqueline e o Paulo Sergio. Ela, casada com Ricardo Garcia, e eles nos deram dois netos, Rafael e Gabriel, os quatro, atualmente estudando no Cristo para as Nações, em Dallas, TX. Paulo é casado com Fabíola, e deles temos três netas, Natália, Giovana e Letícia. Vivem todos em Brasília e também este casal serve como pastores. Neuza e eu não temos tanta experiência e capacidade de que pudéssemos nos orgulhar, mas a credencial que exibimos é a nossa própria família, que, dentro de muitas limitações nos tem dado grande alegria e o fundamento que nos encoraja a apresentar o trabalho que ora nosso leitor tem nas mãos.

Entretanto, além de nosso principal cartão de visita, a família, temos um histórico de mais de quarenta anos de ministério pastoral e mais de trinta anos de dedicação aos estudos e serviços na esfera familiar. Assim, sentimo-nos um pouco mais confortáveis e seguros neste empreendimento que apresentamos sob a legenda O Sagrado Matrimônio, abrigado sob a bandeira do Hessed, Instituto da Família, este, patrocinado pelo Ministério Grão de Mostarda.

O Sagrado Matrimônio, como material de referência não se propõe a ser uma última palavra sobre o assunto; isto seria um insulto a tantos outros, até melhores, mas o que objetiva é oferecer mais uma alternativa simples, trazendo princípios antigos, ditos de maneira nova, dentro do possível. Esperamos que todos vocês que nos prestigiam fazendo parte deste grupo de estudo sejam beneficiados e enriquecidos com os princípios aqui colocados, pois eles podem maximizar o potencial de seu casamento e fortalecer sua família, inclusive, prevenindo-a de qualquer colapso iminente, e, ainda, restaurando possíveis damos atuais.

Assim, fique bem certo para todos nós, que buscando os valores originais estabelecidos pelo Criador para o casamento e a família, que podemos atingir os padrões, se não os ideais, pelo menos os melhores possíveis, e não viver mais no domínio dos miseráveis sub padrões de relacionamentos conjugais e familiares que a maioria supõe que sejam os normais.

Nossa proposta

O que desejamos ardentemente é que os cônjuges descubram o plano original de Deus para o casamento e que esta descoberta os capacite a experimentar e viver o mais próximo possível dessa originalidade, com conforto e alegria, dentro do âmbito estabelecido por Deus, e com a liberdade dada por Ele.

Deus intencionou desde o princípio que o casamento fosse um instrumento dinâmico como meio de estabelecer e manter justiça, paz e alegria na família e na sociedade. Quando o casamento se encaixa nos padrões de Deus, os cônjuges exercem suas funções orgânicas e cumprem seus papéis com mais liberdade e alegria e a família fica saudável, podendo exercer seu propósito original do governo de Deus na sociedade. Juntos, marido e esposa, formam uma unidade sacramental imbatível, pois é o desígnio de Deus; juntos, gozarão e explorarão os recursos do poder compartilhado.

O casal e seus filhos

Embora nem todos os casais tenham filhos, o matrimônio traz em sua natureza e propósito, a expectativa de uma prole. Isto é o normal. De fato, através da Palavra de Deus vemos que os filhos desempenham um papel dos mais importantes na unidade familiar e tem funções orgânicas familiares das mais relevantes a cumprir. Uma família sem filhos está completa, entretanto, os filhos que lhe advierem, além de expandir a família, a enriquece, pois eles são dons de Deus graciosamente concedidos aos pais.

Juntos com os filhos, e sob a direção de Deus, os pais formarão uma unidade familiar para o cumprimento da grande missão de trazer a presença transformadora de Deus à sociedade, a começar pela família extensa e atingindo até os mais distantes. Nada poderá impedir que a família cumpra sua original missão de dominar e administrar os valores e recursos a ela confiados por Deus.

Como consequência do pecado original muitas famílias são privadas de gozar ricas bênçãos e de experimentar o máximo do que Deus planejou para o casal e para a família, mas em Cristo, por sua morte na cruz, Deus nos trouxe de volta tudo aquilo que nos foi subtraído pelo pecado. Agora, em Cristo, somos novas criaturas, restaurados à sua imagem. O casal, agora em Cristo, traz consigo a imago dei, e sob essa graça, podem transmitir a seus filhos as virtudes de Deus nosso Pai.

Experimentando o plano original

E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.

Esta é uma rica e real promessa de Deus. Todo aquele que confessa a Jesus Cristo como seu salvador pessoal e o recebe como tal, é nova pessoa e não precisa mais viver sob os rudimentos de um mundo devasso como o que nos cerca.

Essa mudança do velho para o novo ocorre de duas maneiras. Uma é pela obra sobrenatural e instantânea do Espírito Santo em nossa vida interior promovendo o novo nascimento em Cristo. Outra é o processo de santificação que acontece no dia a dia, à medida que continuamos na Palavra de Deus e nas orações. Essa mudança, portanto, tem a participação divina e a humana. Deus faz a parte dele e o ser humano, a sua. Deus nos chamou a essa aventura por sua graça.

Em Mateus 19. 4 e 5 Jesus diz: Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne?

Também, inspirado pelo Espírito Santo, o apóstolo Paulo escreveu: Mas aquele que se une ao Senhor é um espírito ele (1 Coríntios 5.17).

Na vigência do velho regime da lei, o profeta Isaías verificou que todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos (Isaías 53.6).

É preciso reconhecer e confessar os pecados

Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo (Tiago 5.16).

Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós (1 João 1.9,10).

É preciso reconhecer e confessar a Cristo

Assim nos afirma a Palavra de Deus:

A palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração; isto é, a palavra da fé que pregamos. Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação (Romanos 10.8-10).

A Decisão da minha vida

Amado Pai celestial,

reconheço que tenho sido um pecador

vivendo longe dos teus propósitos e sem a tua eterna salvação.

Agora, arrependido dos meus pecados

eu recebo a Jesus Cristo, teu filho amado, como meu salvador

e a ele me entrego para servi-lo por toda a minha vida.

Peço a tua bênção sobre o meu casamento e minha família.

Assim oro, em nome de Jesus. Amém.

1 Provérbios 10.25.

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